Compositora e pianista, Júlia Tygel transita entre a música clássica e a popular, a poesia e a canção, tendo ainda sólida formação acadêmica e experiência junto a renomadas instituições culturais. Seu projeto mais recente, O Delírio do Verbo: Manoel de Barros em Canções, apresenta suas canções sobre poemas desse autor junto a Tatiana Parra (voz) e Neymar Dias (viola caipira). O repertório foi gravado em show on-line com financiamento do Programa de Ação Cultural (PROAC) do Estado de São Paulo, e o álbum será lançado em 2026 com participações de Renato Braz, Tete Espíndola, Ari Colares e um quarteto de cordas.

Seu primeiro disco, Entremeados (2011), foi pré-selecionado para o Prêmio da Música Brasileira e teve produção musical de Benjamim Taubkin. Com esse projeto, Júlia se apresentou junto às violoncelistas Adriana Holtz (Osesp) e Vana Bock (Osusp) em diversos teatros do Brasil e exterior. Projetos de destaque recentes são a trilha sonora para o filme Cadê Heleny? (2022), de Esther Vital, que foi premiado em diversos festivais internacionais, e a obra Dois Acalantos para a Noite sem Fim, para orquestra de cordas, composta por encomenda da Orquestra Sinfônica de Indaiatuba (2025).

Júlia é Doutora em Música pela USP, com estágio na City University of New York como bolsista Fulbright, além de Bacharel e Mestre em Música pela UNICAMP, tendo sido bolsista FAPESP e CAPES. Foi Assessora Artística da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) e escreve textos sobre música para essa orquestra, o Theatro Municipal, a Revista CONCERTO e a Cultura Artística, tendo também editado a Revista Osesp 2021. É professora da Faculdade de Música Souza Lima (São Paulo) e lecionou na EaD da Universidade Federal de São Carlos. Publicou diversos artigos em anais de eventos científicos e um capítulo em livro internacional, e colaborou ainda com projetos de formação em etnomusicologia junto a comunidades tradicionais.

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